Hackers ajudam PF a mapear ameaças

Apontado como líder do grupo Sanctos, Marcelo Valle Silveira foi preso em 22 de março (Reprodução/TV RPC/D.A Press)

Segue matéria de Gabriela Furquim. Espero que seja o desmantelamento da quadrilha de Valle.

Informações de cinco membros de grupo que prega a violência contra negros, homossexuais, mulheres e judeus são entregues à instituição

fonte: http://www2.correioweb.com.br/euestudante//noticias.php?id=30547&tp=25

Apontado como líder do grupo Sanctos, Marcelo Valle Silveira foi preso em 22 de março
O grupo hacker Anonymous afirma que identificou cinco membros do bando comandado por Marcelo Valle e Emerson Rodrigues, presos pela Operação Intolerância da Polícia Federal, em março deste ano, por tramarem um ataque a estudantes da Universidade de Brasília (UnB) e disseminarem mensagens de ódio contra negros, homossexuais, mulheres e judeus (veja Memória). Nomes, fotos, possíveis endereços e telefones foram entregues à Polícia Federal. Conhecida como Sanctos, a rede criminosa liderada por Valle continuou a espalhar o medo após a detenção dos líderes. Os cinco membros apontados pelo grupo hacker seriam os responsáveis pelas atualizações no blog e nas redes sociais antes alimentados pela dupla presa. Após a denúncia do grupo hacker, as páginas na internet do Sanctos foram deletadas. De acordo com a assessoria de comunicação da Polícia Federal, nenhuma informação sobre as investigações serão divulgadas até a conclusão do inquérito.

Uma das informações divulgadas pelos suspeitos causou pânico em professores e alunos da UnB. Em 13 de março, uma ameaça de bomba do grupo levou à suspensão das aulas na universidade. Docentes e chefes de departamento recomendaram que os alunos evitassem locais de grandes concentração de pessoas, como centros acadêmicos, lanchonetes e até mesmo a biblioteca da universidade, temendo um massacre nos moldes do ocorrido na Escola Municipal Tasso de Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro, onde um atirador matou 12 estudantes em 7 de abril de 2011. O grupo de hackers identifica os cinco membros apontados como os autores das ameças aos alunos da UnB e a celebridades como Simony e Monique Evans, além do deputado federal Jean Wyllys.

Segundo um membro do grupo Anonymous, que pediu para não ser identificado, a rede criminosa recrutou muitos simpatizantes em quatro anos da campanha de ódio alimentada por Marcelo Valle. “Além desses, tem mais, são muitos. Em todos esses últimos quatro anos, eles se multiplicaram e estão por todo o país. Há uma espécie de hierarquia nessa quadrilha. Os mais destemidos e os que escrevem melhor em nossa língua são os mais respeitados”, afirma.

Ajuda
O grupo de hackers colaborou com a Polícia Federal para a prisão de Marcelo Valle e Emerson Rodrigues rastreando-os na internet. Segundo o integrante do Anonymous, após a identificação da dupla que encabeçava a rede criminosa, ficou mais simples chegar aos outros cinco membros. “Eles têm o mesmo modus operandi. É uma quadrilha feita para ‘trollar’ e provocar pânico na internet, mas não há como evitar os rastros na rede e, como um quebra-cabeça, as coisas vão se juntando”, conta o hacker.

Em 2005, o aluno de mestrado da UnB Rafael Ayan foi alvo das primeiras ofensas e ameaças de Marcelo Valle. “Nós discutimos um dia, ele me chamou de macaco e me agrediu. Desde então, recebo ameaças na internet e por telefone do Marcelo e dos seguidores”, afirma Ayan. Ele pensou que, quando Valle foi preso, finalmente estaria livre das ameaças, mas a tranquilidade não durou muito tempo. “Agora estamos disputando sua cabeça, afirmaram em e-mails e telefones. É nítido que, com os anos, as mensagens de ódio dele tocaram outras pessoas doentes como ele e criaram uma rede. Só não esperava continuar sendo vítima”, diz.

O especialista em informática Emerson Eduardo Rodrigues e o ex-estudante da UnB Marcelo Valle Silveira Mello continuam presos. Em 27 de abril, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de habeas corpus apresentados pelos advogados de defesa da dupla, alegando que as investigações sobre as atividades dos acusados não cessaram. Eles estão presos na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, onde foram localizados pela polícia.

Memória

Ameaça de bomba
Em 22 de março, a Polícia Federal deflagrou a Operação Intolerância, que colocou na cadeia dois suspeitos de planejar um massacre contra alunos da UnB (foto). Os alvos de Marcelo Valle, 26 anos, e Emerson Rodrigues, 32, eram os estudantes de Ciências Sociais. Os dois acabaram presos em Curitiba. Os investigadores acreditam que a dupla não blefava, pois Marcelo carregava o mapa de uma casa no Lago Sul, onde tradicionalmente são realizadas festas do curso. Os planos da dupla eram postados em páginas da internet com grande adesão de seguidores e entusiastas. Os sites também disseminavam mensagens contra mulheres, gays, negros, judeus e nordestinos e foram denunciados por mais de 70 mil pessoas para a Polícia Federal. Após a prisão da dupla, os sites de ódio continuaram sendo alimentados por seguidores da dupla. Em 14 de abril, uma ameaça de bomba publicada na página silviokoerich.org, atualmente fora do ar, provocou pânico em alunos e professores. A suspeita de que Marcelo Valle e Emersom Rodrigues tenham publicado nos sites de dentro da prisão é completamente refutada pela polícia.

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Sobre ayanrafael

Pedagogo, Mestre em Educação pela Universidade de Brasília e graduando em Serviço Social pela mesma universidade. Professor de Atividades da SEEDF (Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal).
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