Jogo rápido: 10 perguntas para Rolla!

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O governador Rodrigo Rollemberg, o Rolla, insiste que não há dinheiro para pagar o funcionalismo público. Assim, pensando na esticada do feriadão realizada pelos diretores de escola, ou melhor, na solidariedade de 48 horas e na conjuntura que se apresenta para 2016, perguntar não ofende:

  1. O GDF dificulta o pagamento do auxílio transporte de professores(as) residentes na RIDE e não realizou o reajuste do auxílio alimentação de todos(as) professores(as), que deve ser aumentado sempre em maio. De onde o GDF acha que temos dinheiro para alimentação e transporte?
  2. O GDF encara o reajuste como dívida do governo passado, apesar de, na pessoa de Rollemberg, enquanto senador em 2012, ser um dos signatários do acordo desse mesmo reajuste. Por qual motivo o GDF assume dívidas para realização de eventos das Olimpíadas 2016 no DF sendo que essas dívidas também foram contraídas no governo ONGnelo?
  3. O GDF aponta que o reajuste foi dado sem previsão orçamentária pelo governo anterior. De que forma esse reajuste passou, à época e novamente em 2015, pela avaliação do TCDF, TJDFT, MPDFT e CLDF, além da bancada federal?
  4. O GDF afirma que a entrada das OS (Organizações Sociais) na educação do DF é somente para creches, ao passo que em países desenvolvidos essa faixa etária é atendida pelos(as) profissionais melhores capacitados(as). A falta de concurso “só” para as creches depois vai se generalizar nas outras séries e aumentar a precarização dos professores temporários, que serão “rebaixados” de nível de direitos e se transformarão em professores da rede privada com o piso dessa categoria?
  5. O GDF liberará o gozo de licença prêmio (sic) de acordo com as possibilidades da Administração Pública e sugere pagar o 13º na folha normal (sic) assim que as condições financeiras permitirem. Quando serão essas possibilidades e condições se na verdade o governo mira na retirada de direitos e não no cumprimento deles?
  6. O GDF relata que irá manter a Mesa Permanente de Negociação, aberta desde 16/04/2015, Mesa esta que ainda não garantiu absolutamente NENHUM direito já conquistado pelo movimento docente. Quando essa mesa deixará de ser a Mesa Permanente de Enrolação, instrumento de cooptação de sindicatos que não renderam nenhum direito concreto até o momento?
  7. O GDF assegura não ter dinheiro em caixa apesar de ter arrecadado mais em todos os meses de 2015 comparativamente ao ano anterior, segundo dados do próprio governo. Como o governo não tem dinheiro para pagar trabalhadores(as) mas tem dinheiro para gastar mais de 50 milhões somente em propaganda em 2015, incluindo Globo, Correio Braziliense e outras mídias corporativas que sempre nos atacam em suas reportagens?
  8. O GDF, pela segunda vez em 2015, afirma entrar em contato com o BRB (seu próprio banco) para agendar reunião sobre débitos dos(as) professores(as) com a instituição. O governo quer resolver nosso problema financeiro ou aumentá-lo sob a camuflagem de novos empréstimos com juros mais baixos e menores parcelas, tornando-nos escravos do BRB?
  9. O GDF roubou o nosso Iprev e diz que irá pagar, em 180 dias, o dinheiro que nos subtraiu. E a continuidade do superávit da nossa aposentadoria desse período corrigida? O GDF irá pagar essa subtração do superávit ou é mais uma que entra pra conta do calote?
  10. Concluindo e mais importante do que tudo, o GDF diz que não tem dinheiro para pagar o funcionalismo público mas abastece as empreiteiras corruptas que financiaram sua campanha sem absolutamente nenhuma intervenção do poder judiciário, esse arauto da moralidade que sempre é o primeiro a declarar nossas greves como ilegais. E nós professores(as)? Já parou para pensar que pagamos para trabalhar? Além de todos esses calotes, o GDF ainda irá cortar o nosso ponto? Ficaremos um ano sem reajuste e, mais do que isso, sem retroativo e sem salário do mês?

Para você que não está de greve, lembre-se que SEQUER foram aprovados os pacotes de ajuste fiscal de Dilma e Rollemberg, que aumentarão impostos. O reajuste iniciado em 2013 é uma recomposição salarial que não considera o aumento da inflação que fez o preço da cesta básica, combustível, aluguel e tarifas de transporte crescerem de forma absurda. Isso significa que olhando o reajuste em 2013, quando ele foi conquistado, ele já estava defasado, como denunciou a oposição ao SINPRO em assembleia já naquela época. Para 2016 a nossa campanha salarial transformou-se em conseguir o reajuste e retroativo referentes a greve de 2012 – voltamos no tempo!

E você? Acha que faltou alguma pergunta para Rolla? Comente!

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Sobre ayanrafael

Pedagogo, Mestre em Educação pela Universidade de Brasília e graduando em Serviço Social pela mesma universidade. Professor de Atividades da SEEDF (Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal).
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