Com você NÃO conquistamos

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Recordar é viver, já diz o ditado. Que tal relembrar algumas das promessas do Sinpro na eleição de 2013, que já foram de foram de 2010, 2007, 2004… Bem vamos lá. Para não dizer que sou eu quem inventou as propostas, basta ler a Revista Quadro Negro n. 179, de maio de 2013, clicando no link abaixo:

Quadro Negro n. 179 – maio de 2013

 

Olhou? Então é melhor se preparar para a sessão de Déjà vu (já visto) que se inicia. Cuidado, não vá pensar que voltou no tempo: é só a Chapa 1 com as propostas de sempre. Atenção no verbo AMPLIAR e na expressão AVANÇAR NA LUTA, o eufemismo do Sinpro para continuar sem cumprir absolutamente nada.

CUIDAR DA SAÚDE

  • Avançar na luta pelo Plano de Assistência à Saúde custeado integralmente pelo GDF; NÃO CONQUISTAMOS! Não há previsão de plano de saúde nem das instituições mais toscas e estelionatárias que interrompem nosso descanso no intervalo da escola com falsas promessas.
  • Lutar pelo aumento do auxílio-saúde conquistado na greve de 2012; NÃO CONQUISTAMOS! Ao contrário, a inflação corroeu mais ainda o “Vale Sabin” de R$ 200,00. Aliás, se vai lutar para o Plano de Assistência à Saúde, por qual razão aumentar o auxílio-saúde? Dessa forma o GDF não iria entender que o auxílio-saúde já é necessário?
  • Lutar e negociar a implementação do programa de prevenção das doenças profissionais no GDF; NÃO CONQUISTAMOS! Pra piorar o GDF centralizou a homologação dos atestados em um lugar, atitude esta que não encontrou resistência pelo Sinpro e pode ser considerada uma doença profissional, quando não aumenta as já existentes.
  • Ampliar e fortalecer o programa de atendimento psicológico do Sinpro, que já atendeu mais de 1.200 professores e professoras; IMPOSSÍVEL SABER! O Sinpro não divulga dados de atendimento. Certo é que com tantos ataques do governo, o número de atendimentos deve ter aumentado muito, o que significa um sindicato inoperante.
  • Lutar pela implantação de uma política de saúde preventiva com a melhoria das estruturas nas escolas e das condições de trabalho; NÃO CONQUISTAMOS! O Sinpro sequer lutou para que a nossa categoria fosse incluída como grupo de risco para a vacinação de H1N1. Sobre a estrutura das escolas e condições de trabalho, se você acha que estão boas, por favor, vote na Chapa 1, pois é mérito deles que estão há anos no sindicato.

COM FORÇA PARA LUTAR E CAPACIDADE PARA NEGOCIAR

  • Avançar na luta pela isonomia; NÃO CONQUISTAMOS! Se tem algo que o Sinpro não conquistou nessa gestão foi um centavo que seja de reajuste salarial. Sequer conseguiu pressionar o GDF para o pagamento do acordo de 2012. Congelamento salarial é a tônica do GDF e o Sinpro permanece calado.
  • Dar continuidade na luta pela incorporação de gratificações ao vencimento básico, ouvindo a categoria; NÃO CONQUISTAMOS! Não precisa ouvir a categoria para incorporação de gratificação ao vencimento básico. Isto é algo que todo mundo quer. Ocorre que depois da TIDEM a única incorporação que tivemos ao nosso vencimento básico foi da inflação mesmo. Tudo com a anuência do Sinpro, claro.
  • Garantir isonomia do auxílio-alimentação com o da CLDF; NÃO CONQUISTAMOS! Temos um vale coxinha. Não dá para comparar nosso auxílio-alimentação nem com o das piores carreiras do GDF, muito menos com o da CLDF. Mais uma conversa do Sinpro pra boi dormir. O próprio site do sindicato, na data de 16/05/2016, revela que estamos há 382 sem reajuste do auxílio alimentação (leia aqui), imagine equiparação com a CLDF. 
  • Exigir o imediato pagamento das pendências financeiras; NÃO CONQUISTAMOS! A 6ª parcela de nosso reajuste, que é residual, deveria ter sido paga em outubro de 2015, foi prorrogada por um ano e Rollemberg ameaça descumprir o acordo pela milésima vez. Rollemberg teme o Sinpro tanto quanto Maluf ser preso por corrupção. Toda pendência financeira vira precatório e o Sinpro deixa por isso.
  • Valorização e respeito aos aposentados; NÃO CONQUISTAMOS! A alta inflacionária atingiu em cheio os(as) aposentados(as) e o Sinpro tenta contornar a situação com viagens à Caldas Novas.
  • Ampliar a gestão democrática na gestão de ensino; NÃO CONQUISTAMOS! É corriqueira a ingerência do GDF na direção das escolas, via diretores biônicos das regionais. O calote na verba do PDAF é uma forma de interferência direta na gestão das escolas, uma vez que compromete todo o planejamento financeiro e fiscal, com consequências para as atividades pedagógicas.
  • Fim da hora-aula para professores de contrato temporário; NÃO CONQUISTAMOS! Ao invés disso, professores(as) de contrato temporário tem encontrado maior dificuldade para serem chamados(as) para trabalhar, com corte de auxílio-alimentação e auxílio-transporte, dentre outros direitos trabalhistas. O desconto em folha por dias não trabalhados ganhou conotação política e o salário tem diminuído. As reclamações nos grupos de Facebook estão aí para comprovar. Se não acredita, pergunte aos seus colegas de escola.
  • Ampliar o programa de formação sindical; NÃO CONQUISTAMOS! Formação sindical pressupõe conhecimento do Estatuto, da contabilidade do sindicato, de esclarecer sua relação com a CUT ao invés de apenas empurrar esta central sindical em nossos espaços de formação e em 10% do total bruto de nossa arrecadação. Formação sindical pressupõe conhecer outras centrais sindicais para que a base decida permanecer na CUT, mudar de central ou até não se vincular a nenhuma delas. É uma decisão democrática e que deve ser respeitada. Transformar a formação sindical do Sinpro em uma escolinha governista e convidar para palestrantes os pré-candidatos a deputados distritais do PT é qualquer coisa, menos formação sindical.
  • Exigir a imediata liberação das licença-prêmio; NÃO CONQUISTAMOS! O u até conquistamos, se interpretarmos que “exigir a imediata liberação das licença-prêmio” for colocar no site que o Sinpro EXIGE que esta demanda seja atendida. Bem, pra não dizer que é mentira, vale a pena ler a eterna mendicância do Sinpro com o GDF em no site (leia aqui). O método de licença-prêmio a conta-gotas não é de hoje, mas faz parte de uma prática que o GDF, seja qual governo for, tem com um sindicato fraco, como podemos ver nessa matéria do próprio Sinpro de 2010 (leia aqui). Ao que tudo indica, o GDF “dá” a licença-prêmio quando quer e o Sinpro tenta fazer das minguadas publicações do direito no DODF uma conquista da gestão. É de dar dó!
  • Exigir do governo a ampliação dos programas de formação continuada; NÃO CONQUISTAMOS! Alegando corte de gastos, o GDF tem diminuído os cursos. Nem mesmo a entrada de Wilson Granjeiro, dono do Gran Cursos, na Escola de Governo, foi capaz de alavancar a formação continuada dos(as) professores(as).
  • Elaborar um plano de convênio com cursos de língua estrangeira; NÃO CONQUISTAMOS! Perceba que o Sinpro não garatiu que o convênio fosse feio, mas sim “elaborar um plano de convênio”. De fato o Sinpro inovou: é a promessa da promessa! Talvez a “promessa da promessa” seja a primeira parte do treinamento pra deputado. Não há convênio algum entre o Sinpro e outras instituições. De convênio mesmo só um cartão fantasma da Master Clin que ninguém sabe pra quê serve nem quando chega, mas como bons pré-parlamentares que o cartão já desponta como propaganda no site do sindicato (leia aqui).
  • Manter a luta pelos 10% do PIB para a educação e promover ampla campanha dos 10% do PIB do DF para o setor; NÃO CONQUISTAMOS! Nominalmente o governo continua a investir menos de 5% do PIB na educação. Por obrigação constitucional o DF deve investir, pelo menos, 25% dos impostos estaduais e municipais (o DF arrecada como ambos) em educação. Contudo, coloca a verba destinada ao pagamento de salário dos(as) professores(as) nesta conta, burlando a lei. Outra questão é que a promessa da chapa é que seja 10% para a educação. A chapa 2, que hoje se encontra organizada na Chapa 3 – Alternativa, reivindica 10% do PIB para a educação PÚBLICA. A adjetivação faz toda a diferença: se não especificarmos para quem vai o dinheiro, os tubarões do ensino voltam a se apropriar do dinheiro público e as escolas permanecem sucateadas.
  • Amplo debate na categoria sobre os ciclos e semestralidade; NÃO CONQUISTAMOS! Vários(as) alunos(as) do Ensino Médio reclamam do modelo de semestralidade, alegando prejuízo direto na realização do vestibular. Por parte dos(as) professores(as) de Atividades, as reclamações contra o Ciclo incluem desde a não discussão da proposta até a adesão acrítica do Sinpro ao modelo por ele ter sido colocado no governo ONGnelo.
  • Criação do centro de referência socioambiental na chácara do professor; CONQUISTAMOS. CONQUISTAMOS? Jesus, sobrou até para a chácara do professor nas promessas espalhafatosas do Sinpro. No dia 13/06/2015 o Sinpro inaugurou o Espaço Educador Chico Mendes na chácara do professor. Pra não dizer que faço perseguição, vejam a descrição do CENTRO DE REFERÊNCIA SOCIOAMBIENTAL no site da CUT (leia aqui): “O novo espaço é constituído por uma praça com quatro áreas para uso pedagógico: um Centro de Formação, uma Oca (espaço aberto para cirandas, reuniões, aula ao ar livre); um Salão Multiuso; e os Sanitários Compostáveis, que não usa água. Todos esses equipamentos próximos uns dos outros.” Quem já foi à chácara do professor saber que é só isso: uma oca e dois banheiros secos. Renomearam uma parte da chácara do professor para dizer que fizeram uma coisa. É como se você colocasse a mesinha de centro da sua sala na entrada da cozinha e dissesse: “a partir daqui é o lounge”. Pois bem, para gastar o seu dinheiro e manter a promessa de 2013, justificou-se os gastos como CENTRO DE REFERÊNCIA SOCIOAMBIENTAL, estimulando que qualquer pessoa possa fazer o mesmo em casa e ter seu próprio centro. Uau!
  • Plano Distrital de Educação; NÃO CONQUISTAMOS! Aliás, nem sabia que isto era competência exclusiva do Sinpro. A Chapa 1 passa em sala falando que a meta 17 do PDE é muito boa. Será? vejamos sua redação (leia aqui): Valorizar os profissionais da educação da Rede Pública de Educação Básica, ativos e aposentados, de forma a equiparar seu vencimento básico, no mínimo, à média da remuneração das demais carreiras de servidores públicos do Distrito Federal, com nível de escolaridade equivalente, até o quarto ano de vigência deste PDE. Não há nada mais genérico do que isso! A meta não irá equipar salário, tampouco o fará no primeiro ano de sua vigência. Qualquer governador pode alegar que estamos com a média salarial colocada na meta 17 e que, portanto, não cabe equiparação. O legislador foi sábio, pra não dizer omisso, ao aprovar o texto dessa forma. Para quem leu o primeiro documento do Plano Nacional de Educação, construído na CONAE (Conferência Nacional de Educação) em Brasília, em 2010, que foi aprovado somente em 2014, percebe que a redação é quase a mesma, com a diferença que no PNE a equiparação se dava em 11 anos e não em 4. Ora, se o Sinpro acha que o avanço são os 7 anos de um documento para outro então é questão de visão mesmo. Queria também um conceito para média numa questão política como essa. Todos sabemos que utilizar métodos das ciências naturais na avaliação de fatos sociais é um erro banal superado no século XVIII. Outra enrolação do Sinpro, e olha que a proposta “PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO”, assim, de forma seca, é algo que nem os prints do Word de SAMUEL FERNANDES tem coragem de fazer.
  • Avançar nas políticas afirmativas de combate à homofobia, ao racismo e pela igualdade de gêneros; NÃO CONQUISTAMOS! As políticas para este setor recrudesceram no DF e no Brasil.
  • Ampliar a luta por concursos e nomeação de professores; NÃO CONQUISTAMOS! ONGnelo esperou 6 anos para chamar 1.600 professores(as) de uma vez e fazer propaganda de seu governo, o que nem assim o levou ao segundo turno contra os “fortíssimos” candidatos Jofran Frejat e Rodrigo Rollemberg. Poderia ter chamado muito mais. Não é difícil ser melhor governador para os professores do que figuras como Roriz ou Arruda. Diariamente vemos professores(as) e orientadores(as) nas redes sociais reclamando que o concurso está parado, ao passo que o cadastro de contrato temporário aumenta exponencialmente. Esta demanda reprimida poderia ocupar o cargo de milhares de exonerações a pedido, aposentadorias e falecimentos, mas são obrigados a trabalhar na própria vaga que deveriam assumir como efetivos. Onde está a pressão do Sinpro com o GDF?
  • Avançar na luta pela ampliação da coordenação pedagógica para 50% da jornada de trabalho; NÃO CONQUISTAMOS! E o governo fanfarrão de Rollemberg, com sua pornografia via whats app, ainda diz que não utilizamos as coordenações para formação ou elaboração das aulas. Se tem algo que fazemos, e fazemos bem, é planejamento educacional e de ensino. A direção do Sinpro, que há anos não sabe o que é sala de aula ou coordenação porque vive num eterno domingo, não pauta a questão com o GDF.
  • Extensão da GAEE para professores de turmas inclusivas; NÃO CONQUISTAMOS! A regra para a conquista da GAEE continua a ser o preenchimento de uma imensidão de papéis em que a burocracia camufla o sentido de arrecadação do jurídico do Sinpro, que cobra 10% do ganho da ação. Afinal, se a GAEE é direito, por qual razão fazer a declaração? Daqui a pouco teremos que fazer declaração pro Sinpro para recebermos nosso salário.
  • Extensão da GAA para professores que atuam no 4º e 5º anos e EJA primeiro segmento; NÃO CONQUISTAMOS! Vou me incluir como exemplo: sou professor de Atividades e em todos os 4º e 5º anos em que trabalhei, sempre tive que alfabetizar. Nunca ganhei um centavo para isso, mas o governo com certeza lucra com a exploração da mão-de-obra do professor que faz muito além do que deve. 
  • Cursos de especialização para a categoria; NÃO CONQUISTAMOS! Volta e meia a UnB oferece algum curso de especialização para a SEEDF, mas o Sinpro está à margem disso. Contudo, crescem os cursos de especialização do tipo pago, sem qualidade e portanto sem possibilidade de aplicação em sala de aula. Esses cursos até somam pontos para a escolha de turma e com toda essa mercantilização do ensino o Sinpro não moveu uma palha para inibir os diplomas Tabajara. 
  • Reajuste dos valores do auxílio-creche. NÃO CONQUISTAMOS! Assim como ONGnelo e Rollemberg fizeram creches em número insuficiente, não aceitou o aumento do valor do auxílio-creche.

 

Pois é colegas, esta é a dura realidade que você enfrentará nessa eleição para o Sinpro: as mesmas propostas evasivas das mesma chapa evasiva de 2013, para nos atermos somente à última eleição. Com você ou sem você, a ausência de conquistas se perpetua e pede o seu voto pela décima vez.

Porém, você tem Alternativa, você tem Chapa 3.

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Sobre ayanrafael

Pedagogo, Mestre em Educação pela Universidade de Brasília e graduando em Serviço Social pela mesma universidade. Professor de Atividades da SEEDF (Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal).
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