Paródia do ECA – Pivete Zé Galo canta Aprender

eca01

 

Aprender

Pivete Zé Galo

Paródia: Rafael Ayan

Clique no link abaixo e acompanhe com a música:

https://www.vagalume.com.br/ivete-sangalo/arere.html 

 

baseada na música Arerê cantada por Ivete Sangalo

 

As seis medidas socioeducativas

Agora vamos aprender

(aprender)

 

Advertência, reparar o dano e também PSC*

(PSC)

 

A Liberdade Assistida é a LA

A Semi-liberdade não é internar

A internação não é para sofrer

 

Aprender

O artigo 112 vamos ler         REFRÃO

Aprender

É o ECA e não SINASE podes crer

 

Mas mas mas mas mas se é criança

Hey hey hey

Medida protetivaaaaaaaa

 

REFRÃO

Anúncios
Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Mulheres nos esportes e divisão sexual do brincar

“Parece até desculpa, que toda vez que a gente perde parece desculpa dizer que precisa de apoio. É repetitivo. Ganhando ou perdendo, vamos falar isso. Tem que começar lá embaixo, nas escolas. Não quero parecer para todo mundo que estamos usando isso como desculpa. Perdendo ou ganhando, tem que dar continuidade na modalidade.”

Cristiane, maior artilheira do futebol olímpico (incluindo os homens) após derrota do Brasil para a Suécia nas Olimpíadas Rio 2016.

Se há algo que chamou a atenção do Brasil nas olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016 é a participação feminina. Uma atenção ainda secundária, efêmera, é verdade, mas um início em que podemos encontrar um flanco aberto para pautar questões referentes à gênero na sociedade brasileira. Para isso, três pontos são relevantes no debate: a divisão sexual do brincar, a prática de esportes por mulheres e o papel da escola como instrumento de transformação.

Provavelmente você já ouviu falar de divisão social do trabalho e, não raro, na divisão sexual do trabalho. Esta divisão, tanto social quanto sexual, ocorre também com o brincar, ou seja, quando principalmente a parcela de crianças que não está abandonada à própria sorte trabalhando em semáforos ou sendo violentada sexualmente começa a frequentar o ambiente escolar. Se formos rigorosos, veremos que até antes disso: na decoração de nosso quarto e aniversários, nos brinquedos, nas relações com nossos pais, familiares e amigos, em tudo encontraremos o binarismo do carrinho versus boneca, rosa versus azul, dar porrada versus chorar copiosamente.

Como heterossexual e professor de Anos Iniciais de uma turma de 5º ano (10/11 anos), é natural ver que os meninos, desde a mais tenra idade, se apoderam dos espaços da escola para fazer o que quiser: jogar bola, conversar, brigar, correr. As meninas que saiam da frente. Vou além: trabalhei numa escola em que um professor organizou um campeonato entre as turmas do 4º e 5º anos em que as crianças, dependendo de seu sexo, poderiam jogar futebol e/ou queimada. Os meninos jogavam futebol e as meninas – e os meninos que quisessem – jogariam queimada. Deixei claro que em minha turma era a vontade de cada criança e não o seu sexo que determinava no que iriam participar, e assim foi feito. Em poucos jogos, o time de minha sala era o líder do campeonato de futebol, jogando com time misto. Sobrou pro professor machista inventar uma desculpa esfarrapada e acabar com o campeonato antes que fosse contrariado pela prática: as mulheres podem sim jogar futebol. E ganhar dos homens!

Não deve haver nada mais torturante para uma criança do sexo feminino do que ser forçada a brincar de boneca e casinha: hora de dormir, de acordar, de comer, faz comida pro marido, cuida dos filhos – um inferno astral! Enquanto isso os meninos brincam de mil coisas e trocam suas regras a cada segundo, e se entendem muito bem assim. O que quero mostrar aqui é que a divisão sexual do brincar precede e constrói a divisão sexual do trabalho. Ora, se durante toda a sua vida você vestiu rosa, foi impedida de jogar futebol na escola e realizou uma série de papéis sociais que já estavam pré-determinados, por que diabos vai inventar de querer representar o Brasil em jogos olímpicos num esporte como o futebol ou no judô? Com a conquista de medalhas por mulheres, a coisa começa a mudar.

Muitas das críticas que se faz em redes sociais sobre a participação feminina nos esportes não têm nada de técnico e sim de opressão de gênero. A participação de mulheres no vôley de quadra ou de praia, por exemplo, já era visto como natural. Se o esporte é sem contato e não oferece risco à chamada fragilidade feminina então não tem problema, arriscam os sexistas de plantão. Contudo, os mesmos sexistas deixam claro que o homem também pode participar do vôley e de outros esportes em que as mulheres participam, uma vez que à este sexo estão reservados todos os espaços, do esporte como brincadeira ao esporte como trabalho.

Voltemos ao que disse a atacante Cristiane: “tem que começar lá embaixo, nas escolas”. Pois é, este é um grande desafio minha cara Cristiane. Qualquer pessoa que a partir de hoje olhar para dentro das quadras esportivas escolares vai ver que as mulheres não só não jogam futebol como também não jogam outras modalidades. Os esportes, todos eles, são monopolizados pelos homens e com o aval de docentes. Justificam que a maior demanda é futebol masculino. Pensemos: futebol ou outro esporte é patente dos homens? Joga-se com o pênis? Seios atrapalham a jogar? A demanda é socialmente construída e é doloroso ver que colegas professoras naturalizam o machismo de que são vítimas achando comum a exclusão de suas alunas no meio esportivo, na tomada de decisão, no poder de dizer não. Se acha que estou errado, observe a cultura do estupro e volte a ler este parágrafo que vai fazer sentido.

Reitero o pedido: faça o exercício de passar nas escolas e ver qual é o sexo e o esporte dominante nas quadras. Para quem é docente, sugiro que vão além e perguntem por qual razão as alunas não praticam esportes. Experimente andar pelas escolas e observe se há mulheres praticando esporte. Adianto que quanto mais se aproxima do Ensino Médio, mais difícil de perceber essas amarras que coloquei no texto, justamente por causa de uma construção histórica que dura mais tempo e com vícios difíceis de se reverter por tomarem conta de aspectos subjetivos dos sujeitos. Numa turma de 1º ano as crianças correm livremente na quadra. À medida em que vão crescendo, os alunos e indiretamente a classe docente ensina às alunas que não é para elas ficarem na quadra pra não se machucar, como se a função da quadra fosse esta. Analogamente, perceba que cada participação e medalha de mulheres, das olimpíadas ao campeonato entre turmas de uma mesma escola, representa mais do que a superação em um esporte. Representa, isto sim, um passo adiante na luta contra o patriarcado.

A escola, evidentemente, seria uma alavanca no trabalho contra a divisão sexual do brincar que transforma-se na divisão sexual do trabalho. Não falo de aberrações como o Escola sem Partido ou da escola de fundamentalistas religiosos que não querem discutir gênero porque acham que o “sexo biológico” deve ser determinante nas relações sociais. Falo da escola em que há debates, em que os espaços de coordenação sejam pensados para planejamento e tomada de decisões e não de mera leitura de instrumentos burocráticos do governo e outras posturas frouxas, como se devêssemos algo ao governo das propinas de Rodrigo Rollemberg. Escola que faça o embate com parlamentares, como bem fez o Centro Educacional 6 de Ceilândia (DF) ao ser interpelado por Sandra Faraj (péssima deputada distrital) sobre um trabalho com o tema sexualidade coordenado pelo professor Deneir de Jesus Meirelles. É esta escola que vai ter a coragem necessária de ser a exceção que vai virar exemplo: possibilitar o protagonismo feminino desde criança, formando uma geração que respeita as mulheres, inclusive nos esportes.

No Brasil é comum darmos um jeitinho para acompanhar os jogos da seleção brasileira masculina de futebol no trabalho, famosa por ter os jogadores mais bem pagos do mundo. Em compensação as jogadoras da seleção feminina de futebol tem menores salários, ganho de marketing e visibilidade que a seleção masculina, embora apresente melhores resultados. Pergunto: quem se importa em ver os jogos da seleção feminina mesmo que durante sua folga no domingo? Finalizo o texto repetindo pela terceira vez o que disse a Cristiane: “Tem que começar lá embaixo, nas escolas”. Essa frase da Cris, concretizada, ajudaria não somente o esporte, mas toda a população brasileira a sair, definitivamente, da Idade Média.

E parabéns à Suécia. Parabéns por ter um currículo nacional que promove o protagonismo feminino. Parabéns por 480 dias de licença parental (e não licença maternidade) para cada filho, sendo 2 meses pro pai, 2 meses pra mãe e os 420 dias restantes divididos de acordo com o casal, que pode ser homoafetivo. Parabéns por obrigar que 40% dos conselhos de administração das maiores companhias suecas listadas na bolsa de valores seja composto por mulheres. Parabéns por ter 28% de suas mulheres na administração de suas maiores companhias. Parabéns por estimular o trabalho doméstico realizado por homens. Parabéns por ter jardins de infância em que profissionais são orientados a não diferenciar brinquedos para meninos ou meninas. Não sou desses que tem síndrome de vira-lata e adora criticar o Brasil, mas no quesito igualdade de gênero nosso país não foi nem classificado para participar da disputa. Já a Suécia, ainda que com problemas, é ouro há muito tempo.

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

E se empreiteiras doassem ao Criança Esperança?

LOGOFINAL

Responsabilidade social. Como não começar esta história sem falar estas duas palavras? Talvez se começasse com “era uma vez” também seria atraente, mas infelizmente a narrativa do financiamento de campanhas políticas no Brasil por empreiteiras não tem nada de fantasioso. Nem final feliz.

O Criança Esperança é um dos principais produtos da Globo, como as novelas e o futebol. Bem, nem tanto o futebol após a atual geração pipoqueiros de sonegadores de impostos como Neymar. Não pense que a Globo faria algo para perder dinheiro e o Criança Esperança, Lar Doce Lar, Lata Velha ou qualquer coisa que aparente despesa pra emissora, pode ter certeza, é ali onde ela mais lucra. Porém, neste texto não vou entrar no mérito do que o Criança Esperança representa e nem em temas correlatos como desresponsabilização do Estado, filantropismo e “tributação” de ação social, algo que merece uma publicação específica. Mas partindo do pressuposto de que o Criança Esperança é realmente bom, ou necessário, ou melhor do que nada, ou avaliações afins, é bom saber que em 2015 eve recorde de arrecadação 22 milhões de reais. Portanto, guarde este número: o recorde de arrecadação do Criança Esperança em todas suas edições foi 22 milhões de reais em 2015.

Pois bem, aí você vai na internet e procura os valores arrecadados por alguns presidenciáveis e começa a achar que ou a Globo mentiu e o Criança Esperança arrecada muito mais do que o divulgado, ou o TSE (Trinunal Superior Eleitoral) mentiu quanto à divulgação da arrecadação apresentada pelos candidatos e partidos. Mas se você for um pouquinho mais esperto vai descobrir que nem Globo nem TSE te enganaram: basta acompanhar minimamente o cenário político nacional para saber que a maior parte de doações recebidas por partidos sequer constam na prestação de contas. Não fossem as delações premiadas, a atuação da Polícia Federal e os acordos de cooperação do Ministério Público com bancos suíços e outros paraísos fiscais, não saberíamos que o buraco é bem mais embaixo.

Ao observar somente o valor informado pelos partidos e candidatos ao TSE, ou seja, aquilo que ninguém pode negar por ser o próprio arrecadador quem presta contas, vemos que as empreiteiras agem não só no CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) de grandes construtoras mas também usando o nome de fachada de suas subsidiárias. São Pequenas Empresas & Grandes Negócios que atacam diretamente o erário público. Somente Dilma e Aécio Neves receberam, juntos, quase 100 milhões de reais. Daria para as empreiteiras, no mínimo, quadruplicarem o orçamento dos projetos do Criança Esperança por todo o país. Seria Fantástico que crianças em todo o Brasil tivessem um Domingo Maior, Domingo Show ou Domingo Espetacular, com muitas brincadeiras, guloseimas, brinquedos. Não precisava nem de Esporte Espetacular ou um Carrossel: bastavam algumas bolas, cordas, papel, tinta e pincel. E olha que estou sendo bem reformista, nem falei de direito à educação ou saúde para o Bem Estar da garotada.

A Andrade Gutierrez doou R$ 21 milhões à Dilma. A mesma Andrade Gutierrez doou à Aécio Neves R$ 19 milhões. O Primeiro Impacto que você teve é comum, pois o valor de fato é alto. A mesma candidata recebeu R$ 20 milhões da OAS. Podemos dizer que Dilma é a Master Chef das arrecadações. Daria para fazer um Vídeo Show com Cissa Guimarães, a menina que quebra o coco mas não arrebenta a sapucaia, perguntando qual a receita de Dilma para conseguir tanta doação.

Somente Andrade Gutierrez doou para campanhas de candidatos em 2014 o equivalente a 83,8 milhões. Vale a Pena Ver de Novo o dado: R$ 83,8 milhões! Não perca a conta de quantos Criança Esperança foram doados por empreiteiras aos candidatos em 2014. É um Mar de Amor a relação entre empreiteiras e políticos. Haja Coração de nossos pobres parlamentares para ver tantos zeros chegando nas contas em época de tanta dificuldade, que é pagar a estrutura de campanhas eleitorais – certamente uma ação mais nobre do que doar à projetos sociais. Êta Mundo Bom esse que vivemos em que não há problemas sociais no Brasil e, os que existem, são resolvidos por meio do investimento em candidaturas políticas.

Fazendo um Balanço Geral, o TSE divulgou que o PT arrecadou R$ 350.836.301,70 e gastou R$ 350.575.063,64, perfazendo um superávit de R$ 261.238,06. Já o PSDB arrecadou R$  222.925.853,17 e gastou R$ 223.475.907,21, ficando com saldo negativo de R$ 550.054,04 – nada que o governo tucano de Alckmin em São Paulo não resolva, quem sabe rifando participações em trechos do metrô ou oferecendo a logística da merenda escolar à empresas que só irão cumprir a parte do contrato que fala do pagamento da contratada. Fosse uma Cidade Alerta, São Paulo não estaria com a maior dívida dos Estados por conta, também, de contratos com empreiteiras, passando o pires na reunião com Temer em Brasília no último dia 22/06/2016.

Existem os que não foram tão privilegiados pelas empreiteiras, como Paulo Skaf, presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Skaf recebeu a bagatela de R$ 250 mil da Andrade Gutierrez. Marina Silva, à época no PSB, recebeu R$ 1 milhão da mesma empreiteira para se apresentar como a terceira via dos ecocapitalistas, tendo Setúbal do Banco Itaú como consultor econômico e pastor Malafaia como consultor em Direitos Humanos – desculpas aos que caíram no conto da sereia de Marina Silva, mas não resisti! Em 2010, ainda no PV (Partido Verde), Marina foi beneficiada por doação de R$ 400 mil da OAS.

Somam-se à esses os Casos de Família, como os Calheiros (PMDB) em Alagoas. Renan, que chefia Uma Família da Pesada, conseguiu arrecadar mais de 7 milhões em 6 empresas, todas elas – por coincidência, claro, – investigadas na Lava Jato. Dizem que A Fazenda dos Calheiros em Alagoas só não é maior que a de Collor e quando é The Noite aumenta mais um pouquinho, com as invasões de pequenas propriedades rurais tomadas à força. Não precisa ser Corujão pra saber disso. Na Paraíba, o candidato a deputado federal em 2014, Pedro Cunha Lima, filho do senador Cássio Cunha Lima, jamais concorreu nem a síndico de prédio. Talvez por isso a Odebretch, famosa por doações generosas, tenha lhe dado apenas o “troco de pão” de R$ 12.850,00. Foi aí que Pedro disse ao pai: “Fala que Eu Te Escuto”, e Cássio falou e mostrou como se faz: arrecadou para si R$ 200 mil com Andrade Gutierrez, R$ 300 mil com OAS e R$ 500 mil com Queiroz Galvão. Resultado: Pedro Cunha Lima foi o candidato a deputado federal mais votado. A Grande Família do finado Eduardo Campos (PSB) em Pernambuco também encheu as borras de ouro com arrecadações de empreiteiras e outros esquemas começaram a aparecer, como o da empresa do jatinho que o derrubou. É dessa forma que os filhos de políticos tornam-se Os Donos da Bola em seus Estados.

Agora Fala Brasil: veja se é certo eu Mais Você nos matando nas redes sociais pra decidir qual nosso corrupto de estimação, o que vai ter as Chaves do cofre e por mais 4 anos nos retirar direitos sociais. Sorte que hoje temos o honesto Michel Temer na presidência da República e aí não precisa mais do MBL (Movimento Brasil Livre), o ILCO (Instituto Liberal do Centro-Oeste), Aliança pela Liberdade e outros grupos chamarem atos contra a corrupção… ou de ataque aos estudantes cotistas e público LGBTTT como ocorreu na UnB dia 17/06/2016! Quando chega a Hora do Faro, seja a Polícia Federal ou o Mídia Ninja nos esclarecem algumas coisas que o livre mercado deixa passar. Liberdade, Liberdade para que os recursos públicos cubram os rombos milionários do setor privado.

Deve ter dado algum Pânico na TV para que nenhum Jornal Nacional trate a questão de financiamento de campanhas de forma mais política, mostrando à população Os Dez Mandamentos da relação promíscua entre empreiteiras e candidatos. Quando você faz uma ligação para o Criança Esperança, A Liga que é formada ajuda muita gente. Contudo, voltando às duas palavras que iniciam essa publicação, se responsabilidade social é levado a sério pelas empreiteiras no país, imagina agora que elas serão proibidas de fazer suas doações aos candidatos? Será o fim do programa Presidente Esperança das empreiteiras? Veremos nas eleições municipais de 2016.

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Pagaremos pela incompetência da Oi?

Você já deveu 1000 reais ao banco? Deixou de pagar 80 reais do cartão de crédito? Já ficou sem pagar o condomínio, luz ou água? Atravessou a rua quando viu aquele vizinho pra quem deve 5 reais desde a rifa da igreja que comprou e não pagou? E se colocássemos alguns zeros na frente de sua dívida?

Pois é. O que distingue uma pessoa física de pessoa jurídica é a vergonha na cara e a capacidade de não afundar ainda mais o país. Por menor que seja a nossa dívida, até o BRB – uma tentativa mal sucedida de banco – lhe cobra com juros e correção monetária mensalmente. Contudo, empresas como a Oi acham que é só aparecer com a cara lavada e dizer que devem 65 bilhões de reais para que se cesse a cobrança em cima de sua má gestão.

Assim fácil defender o neoliberalismo! Os bancos dizem que podem cobrir até 80% do valor, o que significa 48,4 milhões do total, restando. Ainda que a promessa fosse cumprida, esse é o caso típico em que o governo recorre ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para “salvar” uma empresa nacional, ou seja, recorre a nós que bancamos a farra destes incompetentes. Pergunte ao Temer ou à Dilma o que eles fazem para equilibrar contas: cortam garantias do trabalhador e não mexem um dígito sequer no lucro exorbitante das empresas.

Mais uma vez a história se repete e ficamos a ver navios, a esperar nossa fatia do bolo, enquanto empresários se lambuzam com o dinheiro de impostos e tributos pagamos. Com a Oi, em plena crise, solicitando recuperação judicial (leia-se pedindo milhões em isenção de impostos e outras formas que a levariam a não falir) para que possa voltar a ter lucro sem dividi-los com seus clientes.

A Oi simplesmente perdeu o juízo e bateu o recorde de dívida registrado no país. Nem eike Batista foi tão audacioso em pedir tanto o tapinha nas costas do governo. Se fosse um Estado brasileiro, a Oi seria a 5 maior dívida com a União, perdendo apenas para SP, RJ, MG e RS.

Agora toda vez que você reclamar que não consegue pagar suas contas mensais, lembre que você poderia ser a Oi. E reclame mais ainda por saber que no Brasil, quem mais deve, menos paga e mais dinheiro tem. Se até a Globo pediu pra visitar o cofre do BNDES visando salvar suas dívidas sonegadas há décadas, por qual razão a Oi não faria o mesmo? Simples assim.

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Protegido: Reunião CEF 30 com diretor da Regional de Ceilândia

Este conteúdo está protegido por senha. Para vê-lo, digite sua senha abaixo:

Publicado em Uncategorized

In Cunha we don´t trust

Você aprendeu nas aulas de Geografia da 7ª série o conceito de trust: “fusão de várias empresas para monopolizar o mercado de produtos ou serviços”. Aí em 2015 você descobre pelos telejornais que além de ludibriar os consumidores, o trust pode também servir como uma forma de movimentar dinheiro para corruptos como Eduardo Cunha, uma espécie de “Banco Trust”, mas sem declaração do capital circundante ao país de origem, claro.

Onde você passou o réveillón de 2012 para 2013? Quanto gastou? Pois saiba que Cunha, estava em Miami Beach e gastou a bagatela de R$ 169.500,00 durante poucos dias. Detalhe: à época, Cunha tinha o salário de R$ 17.700,00 como deputado federal. Foi a viagem dos sonhos… o deputado juntou 9 meses de salário sem gastar nada, sobrevivendo apenas do sorriso plastificado de sua esposa para as revistas de fofoca, para poder abrir a mão de uma só vez nos Estados Unidos.

E no começo de 2015? Você lembra onde estava? Fazendo contas para comprar o material escolar dos filhos? Pegando empréstimo na milésima financiadora pra pagar o conserto do carro? Já sei: cortando os jantares em restaurantes com sua família porque o orçamento estava apertado! Pois saiba que em apenas 4 dias, Eduardo Cunha gastou U$ 27.342,69 ali pertinho, em Paris, onde você deve passear todo fim de semana. Para quem leu errado o valor acima, volte e reveja a cifra: eu disse 27.342,69 DÓLARES e não reais. Atualizando para o valor de R$ 2,84 o dólar na época, o valor vai para R$ 77.653, 24 reais.

Mas toda esta grana, ternos caros, vinhos mais ainda, viagens internacionais e outros luxos que não são compatíveis nem com o salário de ministros do Supremo Tribunal Federal são colocados por Cunha como gasto no cartão da sua mulher que, também, recaem sobre o trust. É como se Cunha tivesse uma conta no banco e um cartão de crédito, usasse o cartão de crédito, não declarasse a conta com sua respectiva movimentação e chamasse o banco de trust para escapar da legislação tributária brasileira. Sensacional! Como é que o Maluf não pensou nisso antes?

À nós, mortais, resta a fila do supermercado com pesquisas intermináveis de preço para caber no orçamento. Nesta quarta-feira, 1º/06/2016, a tropa de choque de Cunha fez um pedido de vista coletivo que vai atrasar ainda mais o processo mais longo do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Os novos integrantes do Conselho como Tia Eron, que já declarou publicamente admirar Eduardo Cunha, votarão semana que vem para que o processo se encerre e o ex-presidente da Casa não seja afastado de seu trono de manobras. Gostaria de ver aquela galera esperta que fez coreografia na rua há pouco tempo contra a corrupção ligando para os deputados do Conselho de Ética e exigindo a cabeça de Cunha. Onde está o Placar da Democracia da Folha de São Paulo, G1, Correio Braziliense e outros jornais? Onde está Kim Kataguiri fazendo suas complexas e maduras análises políticas de que precisamos nos unir para ser o gigante Zord dos Power Rangers para deter Cunha?

Longe de mim atacar Cunha pra defender o PT. Aliás, até 2013 Cunha foi aliado do PT, quando se rebelou e liderou o blocão, já pensando na reeleição enquanto deputado bancado com dinheiro de empreiteiras e planos de saúde e na eleição para a presidência da Câmara dos Deputados. Portanto, é perfeitamente possível ser contra o impeachment e contra Cunha, ou ser a favor do impeachment e contra Cunha. A única coisa que não dá pra fazer é confiar em Cunha, um corrupto declarado amigo de Silas Malafaia.

How about you? Do you trust what he said?

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

SECRIA convoca para avaliação psicológica

Nesta sexta-feira, 31/05/2016, a SECRIA (Secretaria de Estado de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude) publicou edital de convocação para a Avaliação Psicológica referente ao Concurso Secria 2015. O Edital pode ser visualizado no site da Fundação Universa.

A avaliação Psicológica será realizada neste domingo, 05/06/2016 às 08h00 na Fundação Universa, localizada na SGAN 609, Módulo A, S/N, Asa Norte, Brasília-DF. Levar caneta esferográfica de tinta preta ou azul. As orientações sobre garrafas com água, alimentos e porte de armas são as mesmas da aplicação da Prova Objetiva.

Segue abaixo número de convocados por área para a Avaliação Psicológica.

____________________________________________

Artes Cênicas: 25.

Artes Música: 27.

Artes Plásticas: 26.

Educação Física: 28.

Pedagogia: 51

Psicologia: 114.

Serviço Social: 130.

____________________________________________

Boa sorte à todos(as) no próximo domingo.

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Não é pegadinha: Alexandre Frota no MEC!

frota

O 1º a ser comido seria o Aécio. Seria! Mendonça Filho, ministro da Educação e deputado pelo corrupto Partido Democratas furou a fila e recebeu o estuprador confesso Alexandre Frota. O que parece piada do sensacionalista ocorreu na tarde de 25/05/2016 e marca a história do ministério ao passar a imagem de que bandidos como Frota terão as portas do ministério abertas na gestão Michel Temer. Se fosse um vídeo de comédia do Casseta & Planeta com o personagem Massaranduba no MEC não seria tão ridículo.

Junto ao criminoso – pra não confundir, me refiro ao estuprador – os imbecis cyberativistas do ROL (Revoltados On Line). Entre as propostas apresentadas na reunião, materializar o projeto dos extremistas Aways da Escola sem Partido de não se discutir política na escola. Os membros do ROL prometem refundar o movimento, agora sobre a sigla ROLA (Revoltados On Line Aways), mais condizente com o seu líder Alexandre Frota e a cara de bunda do ministro fanfarrão, uma combinação perfeita para o que estão a fazer com a educação brasileira.

O Projeto Política na Escola do Instituto de Ciência Política da UnB vai ter que mudar de nome e objetivo. Sugestões são bem-vindas: “Nazismo na Escola” e “Política na Tortura” são algumas das dicas dadas por Jair Bolsonaro ao MEC. Depois da latrina que o ministério virou, qual a razão de não aceitar? Diante de uma proposta inconstitucional de cerceamento da liberdade de expressão docente – e discente –, Frota, um ignorante coitado manipulado por ROLA que não sabe nem pra onde a banda toca, publicou uma foto do encontro em seu Facebook.

Para a próxima semana já agendaram visita ao MEC a Miss Bumbum Rita Cadilac para falar sobre educação sexual, Carreta Furacão* para falar sobre indisciplina na educação infantil e Suzane Von Richthofen para falar de amor aos pais. O pré-candidato a prefeito do Rio de Janeiro, Pedro Paes (PMDB), acusado de agressão à x-mulher, disse que adora Frota e também irá pedir audiência com o ministro Mendonça Filho.

Segue o baile!

_______________________________________________

*Em nota, o MEC adiantou que para entrar nas escolas a Carreta Furacão não poderá rebolar nem usar máscara como Black Blocks.

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Eleições Sinpro: os 5 primeiros ainda não foram eleitos. Ainda!

podio

Você lembra que na semana passada, além de votar para a diretoria do Sinpro, você recebeu uma outra cédula em que deveria votar em até 5 nomes para compor o Conselho Fiscal do sindicato? Pois bem, e quem foram os nomes que ganharam a eleição pro Conselho Fiscal? Se fosse uma novela, após eu fazer essa pergunta a minha imagem seria congelada, ficaria em preto e branco e apareceriam os dizeres “cenas dos próximos capítulos”.

É impressionante a capacidade do Sinpro de manipular o processo eleitoral para se perpetuar no poder! No site do Sinpro diz o seguinte (clique aqui para ler):

A Comissão Eleitoral definirá, em breve, a data para apuração da eleição para o Conselho Fiscal do Sinpro, deixada para outro dia por acordo entre as chapas.

Para que você não seja enganado, saiba que jamais houve acordo entre as chapas para isso. Ao menos não contando com a Chapa 3 – Alternativa. Como é que o Sinpro deixa para depois a contagem dos votos do Conselho Fiscal, que é justamente quem irá fiscalizar as contas do sindicato? Ora, ainda que houvesse acordo sobre isso, O Sinpro deveria colocar em seu site que a apuração dos votos se iniciou às 08h00 desta terça-feira, 24/05/2016.

Passadas mais de 24 horas do início da apuração dos votos pro Conselho Fiscal, a Comissão Eleitoral DEFINIU data para apuração. Só “esqueceu” de lhe AVISAR. Haja caneta para esta espécie de segundo pleito após o momento em que os fiscais de todas as chapas se encontravam na APCEF para fazer este trabalho. Perguntar não ofende: seria este o momento em que o “destino” coincide o número de cédulas de votantes pro sindicado com o número de cédulas votantes para o Conselho Fiscal? Você confia no Sinpro coordenando todo o processo de quem serão os 5 fiscais de suas contas? É moral e legal que alguém eleja seu juiz?

A política da direção cutista do Sinpro é tão rasteira que aprovaram que a cédula de candidatos ao Conselho Fiscal ficaria em ordem alfabética DESDE QUE na ordem das chapas inscritas. Por esta razão, os 5 primeiros nomes de candidatos ao Conselho Fiscal da Chapa 1 eram os 5 candidatos da Chapa 1. Parece até a eleição de Saddam 1 e Saddam 2 no Iraque! Dessa forma, a Chapa 1 divulgou seus nomes para o Conselho Fiscal como “vote nos 5 primeiros”, o que fere a intenção de voto NOMINAL na cédula, possibilitando que candidatos da oposição possam fiscalizar o caixa do Sinpro. Criaram uma cédula dentro da cédula! A CUT agradece pela não abertura da caixa preta que são as contas do Sinpro.

Se tudo que leu até o momento lhe indignou, sabia que neste exato momento o Sinpro apura os votos para o Conselho Fiscal do sindicato? Pois é, o Sinpro não soltou uma nota sequer em seu site falando da apuração dos votos. E ainda marca uma apuração começando no meio da semana no período diurno, como se o restante da categoria tivesse todo o tempo livre do mundo para fazer campanha ou apurar os votos para o Conselho Fiscal que deveria ter sido apurado juntamente com a eleição para a diretoria do sindicato. É preciso que alguém abra os olhos dos marajás do Sinpro e lhes diga que trabalhamos. TRA-BA-LHA-MOS!

Interessante é que para fazer pesquisa de intenção de votos, ligar para aposentado(a) ir votar ou comunicar paralisação para atos pró-PT o Sinpro é o primeiro a utilizar e-mail, telefone, SMS, sinal de fumaça e o que for. Para avisar da apuração do Conselho Fiscal, da “eleição dos 5 primeiros da Chapa 1”, para isso não só eu, candidato ao Conselho Fiscal, mas você que lê este texto e é base da categoria, ficamos em ÚLTIMO.

______________________________________________________________

UTILIDADE SINDICAL

Em tempo, saiba as atribuições do Conselho Fiscal constantes no Estatuto do Sinpro:

CAPÍTULO V

Do Conselho Fiscal

Art. 56 O Conselho Fiscal será composto por 05 (cinco) membros eleitos diretamente no mesmo pleito da Direção.

Parágrafo Único Fica vedada a participação de membros da Diretoria Colegiada no Conselho Fiscal.

Art. 57 Compete ao Conselho Fiscal a fiscalização da gestão financeira e patrimonial do Sindicato.

§ 1º – O parecer do Conselho Fiscal sobre a gestão financeira e patrimonial anual, deverá ser submetido à aprovação da Assembleia Geral, convocada para esse fim, nos termos deste Estatuto.

§ 2º O Conselho Fiscal reunir-se-á, semestralmente, com a Secretaria de Finanças para apreciar o balancete semestral, que deverá ser distribuído à categoria.

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Com você NÃO conquistamos

meme_voltafuturo_02

Recordar é viver, já diz o ditado. Que tal relembrar algumas das promessas do Sinpro na eleição de 2013, que já foram de foram de 2010, 2007, 2004… Bem vamos lá. Para não dizer que sou eu quem inventou as propostas, basta ler a Revista Quadro Negro n. 179, de maio de 2013, clicando no link abaixo:

Quadro Negro n. 179 – maio de 2013

 

Olhou? Então é melhor se preparar para a sessão de Déjà vu (já visto) que se inicia. Cuidado, não vá pensar que voltou no tempo: é só a Chapa 1 com as propostas de sempre. Atenção no verbo AMPLIAR e na expressão AVANÇAR NA LUTA, o eufemismo do Sinpro para continuar sem cumprir absolutamente nada.

CUIDAR DA SAÚDE

  • Avançar na luta pelo Plano de Assistência à Saúde custeado integralmente pelo GDF; NÃO CONQUISTAMOS! Não há previsão de plano de saúde nem das instituições mais toscas e estelionatárias que interrompem nosso descanso no intervalo da escola com falsas promessas.
  • Lutar pelo aumento do auxílio-saúde conquistado na greve de 2012; NÃO CONQUISTAMOS! Ao contrário, a inflação corroeu mais ainda o “Vale Sabin” de R$ 200,00. Aliás, se vai lutar para o Plano de Assistência à Saúde, por qual razão aumentar o auxílio-saúde? Dessa forma o GDF não iria entender que o auxílio-saúde já é necessário?
  • Lutar e negociar a implementação do programa de prevenção das doenças profissionais no GDF; NÃO CONQUISTAMOS! Pra piorar o GDF centralizou a homologação dos atestados em um lugar, atitude esta que não encontrou resistência pelo Sinpro e pode ser considerada uma doença profissional, quando não aumenta as já existentes.
  • Ampliar e fortalecer o programa de atendimento psicológico do Sinpro, que já atendeu mais de 1.200 professores e professoras; IMPOSSÍVEL SABER! O Sinpro não divulga dados de atendimento. Certo é que com tantos ataques do governo, o número de atendimentos deve ter aumentado muito, o que significa um sindicato inoperante.
  • Lutar pela implantação de uma política de saúde preventiva com a melhoria das estruturas nas escolas e das condições de trabalho; NÃO CONQUISTAMOS! O Sinpro sequer lutou para que a nossa categoria fosse incluída como grupo de risco para a vacinação de H1N1. Sobre a estrutura das escolas e condições de trabalho, se você acha que estão boas, por favor, vote na Chapa 1, pois é mérito deles que estão há anos no sindicato.

COM FORÇA PARA LUTAR E CAPACIDADE PARA NEGOCIAR

  • Avançar na luta pela isonomia; NÃO CONQUISTAMOS! Se tem algo que o Sinpro não conquistou nessa gestão foi um centavo que seja de reajuste salarial. Sequer conseguiu pressionar o GDF para o pagamento do acordo de 2012. Congelamento salarial é a tônica do GDF e o Sinpro permanece calado.
  • Dar continuidade na luta pela incorporação de gratificações ao vencimento básico, ouvindo a categoria; NÃO CONQUISTAMOS! Não precisa ouvir a categoria para incorporação de gratificação ao vencimento básico. Isto é algo que todo mundo quer. Ocorre que depois da TIDEM a única incorporação que tivemos ao nosso vencimento básico foi da inflação mesmo. Tudo com a anuência do Sinpro, claro.
  • Garantir isonomia do auxílio-alimentação com o da CLDF; NÃO CONQUISTAMOS! Temos um vale coxinha. Não dá para comparar nosso auxílio-alimentação nem com o das piores carreiras do GDF, muito menos com o da CLDF. Mais uma conversa do Sinpro pra boi dormir. O próprio site do sindicato, na data de 16/05/2016, revela que estamos há 382 sem reajuste do auxílio alimentação (leia aqui), imagine equiparação com a CLDF. 
  • Exigir o imediato pagamento das pendências financeiras; NÃO CONQUISTAMOS! A 6ª parcela de nosso reajuste, que é residual, deveria ter sido paga em outubro de 2015, foi prorrogada por um ano e Rollemberg ameaça descumprir o acordo pela milésima vez. Rollemberg teme o Sinpro tanto quanto Maluf ser preso por corrupção. Toda pendência financeira vira precatório e o Sinpro deixa por isso.
  • Valorização e respeito aos aposentados; NÃO CONQUISTAMOS! A alta inflacionária atingiu em cheio os(as) aposentados(as) e o Sinpro tenta contornar a situação com viagens à Caldas Novas.
  • Ampliar a gestão democrática na gestão de ensino; NÃO CONQUISTAMOS! É corriqueira a ingerência do GDF na direção das escolas, via diretores biônicos das regionais. O calote na verba do PDAF é uma forma de interferência direta na gestão das escolas, uma vez que compromete todo o planejamento financeiro e fiscal, com consequências para as atividades pedagógicas.
  • Fim da hora-aula para professores de contrato temporário; NÃO CONQUISTAMOS! Ao invés disso, professores(as) de contrato temporário tem encontrado maior dificuldade para serem chamados(as) para trabalhar, com corte de auxílio-alimentação e auxílio-transporte, dentre outros direitos trabalhistas. O desconto em folha por dias não trabalhados ganhou conotação política e o salário tem diminuído. As reclamações nos grupos de Facebook estão aí para comprovar. Se não acredita, pergunte aos seus colegas de escola.
  • Ampliar o programa de formação sindical; NÃO CONQUISTAMOS! Formação sindical pressupõe conhecimento do Estatuto, da contabilidade do sindicato, de esclarecer sua relação com a CUT ao invés de apenas empurrar esta central sindical em nossos espaços de formação e em 10% do total bruto de nossa arrecadação. Formação sindical pressupõe conhecer outras centrais sindicais para que a base decida permanecer na CUT, mudar de central ou até não se vincular a nenhuma delas. É uma decisão democrática e que deve ser respeitada. Transformar a formação sindical do Sinpro em uma escolinha governista e convidar para palestrantes os pré-candidatos a deputados distritais do PT é qualquer coisa, menos formação sindical.
  • Exigir a imediata liberação das licença-prêmio; NÃO CONQUISTAMOS! O u até conquistamos, se interpretarmos que “exigir a imediata liberação das licença-prêmio” for colocar no site que o Sinpro EXIGE que esta demanda seja atendida. Bem, pra não dizer que é mentira, vale a pena ler a eterna mendicância do Sinpro com o GDF em no site (leia aqui). O método de licença-prêmio a conta-gotas não é de hoje, mas faz parte de uma prática que o GDF, seja qual governo for, tem com um sindicato fraco, como podemos ver nessa matéria do próprio Sinpro de 2010 (leia aqui). Ao que tudo indica, o GDF “dá” a licença-prêmio quando quer e o Sinpro tenta fazer das minguadas publicações do direito no DODF uma conquista da gestão. É de dar dó!
  • Exigir do governo a ampliação dos programas de formação continuada; NÃO CONQUISTAMOS! Alegando corte de gastos, o GDF tem diminuído os cursos. Nem mesmo a entrada de Wilson Granjeiro, dono do Gran Cursos, na Escola de Governo, foi capaz de alavancar a formação continuada dos(as) professores(as).
  • Elaborar um plano de convênio com cursos de língua estrangeira; NÃO CONQUISTAMOS! Perceba que o Sinpro não garatiu que o convênio fosse feio, mas sim “elaborar um plano de convênio”. De fato o Sinpro inovou: é a promessa da promessa! Talvez a “promessa da promessa” seja a primeira parte do treinamento pra deputado. Não há convênio algum entre o Sinpro e outras instituições. De convênio mesmo só um cartão fantasma da Master Clin que ninguém sabe pra quê serve nem quando chega, mas como bons pré-parlamentares que o cartão já desponta como propaganda no site do sindicato (leia aqui).
  • Manter a luta pelos 10% do PIB para a educação e promover ampla campanha dos 10% do PIB do DF para o setor; NÃO CONQUISTAMOS! Nominalmente o governo continua a investir menos de 5% do PIB na educação. Por obrigação constitucional o DF deve investir, pelo menos, 25% dos impostos estaduais e municipais (o DF arrecada como ambos) em educação. Contudo, coloca a verba destinada ao pagamento de salário dos(as) professores(as) nesta conta, burlando a lei. Outra questão é que a promessa da chapa é que seja 10% para a educação. A chapa 2, que hoje se encontra organizada na Chapa 3 – Alternativa, reivindica 10% do PIB para a educação PÚBLICA. A adjetivação faz toda a diferença: se não especificarmos para quem vai o dinheiro, os tubarões do ensino voltam a se apropriar do dinheiro público e as escolas permanecem sucateadas.
  • Amplo debate na categoria sobre os ciclos e semestralidade; NÃO CONQUISTAMOS! Vários(as) alunos(as) do Ensino Médio reclamam do modelo de semestralidade, alegando prejuízo direto na realização do vestibular. Por parte dos(as) professores(as) de Atividades, as reclamações contra o Ciclo incluem desde a não discussão da proposta até a adesão acrítica do Sinpro ao modelo por ele ter sido colocado no governo ONGnelo.
  • Criação do centro de referência socioambiental na chácara do professor; CONQUISTAMOS. CONQUISTAMOS? Jesus, sobrou até para a chácara do professor nas promessas espalhafatosas do Sinpro. No dia 13/06/2015 o Sinpro inaugurou o Espaço Educador Chico Mendes na chácara do professor. Pra não dizer que faço perseguição, vejam a descrição do CENTRO DE REFERÊNCIA SOCIOAMBIENTAL no site da CUT (leia aqui): “O novo espaço é constituído por uma praça com quatro áreas para uso pedagógico: um Centro de Formação, uma Oca (espaço aberto para cirandas, reuniões, aula ao ar livre); um Salão Multiuso; e os Sanitários Compostáveis, que não usa água. Todos esses equipamentos próximos uns dos outros.” Quem já foi à chácara do professor saber que é só isso: uma oca e dois banheiros secos. Renomearam uma parte da chácara do professor para dizer que fizeram uma coisa. É como se você colocasse a mesinha de centro da sua sala na entrada da cozinha e dissesse: “a partir daqui é o lounge”. Pois bem, para gastar o seu dinheiro e manter a promessa de 2013, justificou-se os gastos como CENTRO DE REFERÊNCIA SOCIOAMBIENTAL, estimulando que qualquer pessoa possa fazer o mesmo em casa e ter seu próprio centro. Uau!
  • Plano Distrital de Educação; NÃO CONQUISTAMOS! Aliás, nem sabia que isto era competência exclusiva do Sinpro. A Chapa 1 passa em sala falando que a meta 17 do PDE é muito boa. Será? vejamos sua redação (leia aqui): Valorizar os profissionais da educação da Rede Pública de Educação Básica, ativos e aposentados, de forma a equiparar seu vencimento básico, no mínimo, à média da remuneração das demais carreiras de servidores públicos do Distrito Federal, com nível de escolaridade equivalente, até o quarto ano de vigência deste PDE. Não há nada mais genérico do que isso! A meta não irá equipar salário, tampouco o fará no primeiro ano de sua vigência. Qualquer governador pode alegar que estamos com a média salarial colocada na meta 17 e que, portanto, não cabe equiparação. O legislador foi sábio, pra não dizer omisso, ao aprovar o texto dessa forma. Para quem leu o primeiro documento do Plano Nacional de Educação, construído na CONAE (Conferência Nacional de Educação) em Brasília, em 2010, que foi aprovado somente em 2014, percebe que a redação é quase a mesma, com a diferença que no PNE a equiparação se dava em 11 anos e não em 4. Ora, se o Sinpro acha que o avanço são os 7 anos de um documento para outro então é questão de visão mesmo. Queria também um conceito para média numa questão política como essa. Todos sabemos que utilizar métodos das ciências naturais na avaliação de fatos sociais é um erro banal superado no século XVIII. Outra enrolação do Sinpro, e olha que a proposta “PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO”, assim, de forma seca, é algo que nem os prints do Word de SAMUEL FERNANDES tem coragem de fazer.
  • Avançar nas políticas afirmativas de combate à homofobia, ao racismo e pela igualdade de gêneros; NÃO CONQUISTAMOS! As políticas para este setor recrudesceram no DF e no Brasil.
  • Ampliar a luta por concursos e nomeação de professores; NÃO CONQUISTAMOS! ONGnelo esperou 6 anos para chamar 1.600 professores(as) de uma vez e fazer propaganda de seu governo, o que nem assim o levou ao segundo turno contra os “fortíssimos” candidatos Jofran Frejat e Rodrigo Rollemberg. Poderia ter chamado muito mais. Não é difícil ser melhor governador para os professores do que figuras como Roriz ou Arruda. Diariamente vemos professores(as) e orientadores(as) nas redes sociais reclamando que o concurso está parado, ao passo que o cadastro de contrato temporário aumenta exponencialmente. Esta demanda reprimida poderia ocupar o cargo de milhares de exonerações a pedido, aposentadorias e falecimentos, mas são obrigados a trabalhar na própria vaga que deveriam assumir como efetivos. Onde está a pressão do Sinpro com o GDF?
  • Avançar na luta pela ampliação da coordenação pedagógica para 50% da jornada de trabalho; NÃO CONQUISTAMOS! E o governo fanfarrão de Rollemberg, com sua pornografia via whats app, ainda diz que não utilizamos as coordenações para formação ou elaboração das aulas. Se tem algo que fazemos, e fazemos bem, é planejamento educacional e de ensino. A direção do Sinpro, que há anos não sabe o que é sala de aula ou coordenação porque vive num eterno domingo, não pauta a questão com o GDF.
  • Extensão da GAEE para professores de turmas inclusivas; NÃO CONQUISTAMOS! A regra para a conquista da GAEE continua a ser o preenchimento de uma imensidão de papéis em que a burocracia camufla o sentido de arrecadação do jurídico do Sinpro, que cobra 10% do ganho da ação. Afinal, se a GAEE é direito, por qual razão fazer a declaração? Daqui a pouco teremos que fazer declaração pro Sinpro para recebermos nosso salário.
  • Extensão da GAA para professores que atuam no 4º e 5º anos e EJA primeiro segmento; NÃO CONQUISTAMOS! Vou me incluir como exemplo: sou professor de Atividades e em todos os 4º e 5º anos em que trabalhei, sempre tive que alfabetizar. Nunca ganhei um centavo para isso, mas o governo com certeza lucra com a exploração da mão-de-obra do professor que faz muito além do que deve. 
  • Cursos de especialização para a categoria; NÃO CONQUISTAMOS! Volta e meia a UnB oferece algum curso de especialização para a SEEDF, mas o Sinpro está à margem disso. Contudo, crescem os cursos de especialização do tipo pago, sem qualidade e portanto sem possibilidade de aplicação em sala de aula. Esses cursos até somam pontos para a escolha de turma e com toda essa mercantilização do ensino o Sinpro não moveu uma palha para inibir os diplomas Tabajara. 
  • Reajuste dos valores do auxílio-creche. NÃO CONQUISTAMOS! Assim como ONGnelo e Rollemberg fizeram creches em número insuficiente, não aceitou o aumento do valor do auxílio-creche.

 

Pois é colegas, esta é a dura realidade que você enfrentará nessa eleição para o Sinpro: as mesmas propostas evasivas das mesma chapa evasiva de 2013, para nos atermos somente à última eleição. Com você ou sem você, a ausência de conquistas se perpetua e pede o seu voto pela décima vez.

Porém, você tem Alternativa, você tem Chapa 3.

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário